domingo, 16 de dezembro de 2012

Sorrisos e sorrisos

Coisa linda é ver sorrisos no rosto de alguém, né? Nessa semana que passou, vi tantos sorrisos tão lindos e me senti tão bem por participar deles que percebi, com cada célula do meu corpo, o quanto é bom ver gente feliz e ser feliz com essa gente.

Começou com minhas alunas do Núcleo Padre Pedrosa, do Senac, que dividiram comigo e com elas mesmas tanta alegria e tanta história bonita, de dores e amores e vitórias sem fim... Pude ver nos olhos de cada uma delas a alegria de se encontrar, de abrir seus corações e de compartilhar suas vidas e seus causos... e me senti tão iluminada por aqueles sorrisos que achei que ia explodir de alegria.

Hoje, foi minha outra turma, de Recepção em Eventos, também do Senac, que me proporcionou momentos lindos e mágicos no evento que eles mesmos organizaram nas Obras Assistenciais Frederico Ozanan. Os sorrisos dos alunos, da prof Claudia que nos prestigiou com sua presença, dos Drs Palhaços e, em especial, dos internos da Casa me levaram a um êxtase que eu nem sabia que era possível. Fora a alegria de reencontrar meu amigo Julio César "Choco da Silva Late", vestidinho de Dr Palhaço. Nunca vi uma roupa cair tão bem para uma pessoa... rsrsssss...

E ainda não acabou... essa semana ainda tenho visita surpresa agendada para meus alunos do curso de Cabeleireiros... haja coração!!! 

São essas alegrias de momento, alegrias instantâneas, com pessoas especiais e em lugares especiais que fazem a vida da gente valer a pena. Perde quem fica buscando a felicidade em uma única pessoa ou que a condiciona a algum acontecimento especial... Especial mesmo são as pessoas que cercam a gente, que sorriem para a gente e com a gente, que se deixam levar pela emoção e choram também quando têm vontade. Especiais mesmo são os momentos, os instantes que pegam a gente de surpresa e fazem a gente esquecer que o tempo existe. Especiais mesmo os sentimentos de quem gosta de si mesmo o suficiente para gostar do outro, sem distinção, sem restrição, sem senão, sem porquê, sem até...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Laura Pausini - En Cambio No (Video Oficial) - YouTube

Dezembro chegou e eu não me acostumo... 

"Porque no puedo acostumbrarme aún
Deciembre ya lllegó, no estás aquí...


Porque se rompen en mis dientes
Las cosas importantes
Esas palabras que nunca escucharás
Y las sumerjo en un lamento
Hacie
Haciéndolas salir, son todas para ti
Una por una aquí...


Quizás bastava respirar, sólo respirar muy lento
Hoy es tarde..."


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Esperas

Tempo de reticências...
de pausas...
de paradas...
de esperas...

Tempo de pensar
de rever
de entender
de dar tempo ao tempo


Tempo de esperar uma palavra...
um movimento...
um aceno...
um toque...
um indício...
você!

Mas, não tem nada
não vem nada
nem um vento
nem um gesto
nem um som
nenhuma palavra
só o silêncio


E eu aqui...
esperando até que o tempo de esperar passe




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Confissões

Confesso que errei
que quis mais que devia
que fiz mais que podia
que desejei mais que merecia

Confesso que fui estúpida
que acreditei demais
que esperei demais
que me entreguei demais

Confesso que me enganei
não, ninguém me enganou
fui eu mesma
ingênua
imatura
infantil

Confesso que cometi absurdos
que me deixei levar
para onde não queria ir
que me deixei calar
quando queria falar
que falei demais
quando devia calar

Confesso que enlouqueci
que vi fantasmas onde não havia
que ouvi vozes que só silenciavam
que dialoguei sem ter com quem

Confesso que exigi demais
de mim e de você
quis transparência
quando me ofusquei de mim mesma
quis desenhar caminhos
quando me perdia

Confesso que cometi abusos
que exigi demais e ofereci pouco
que quis guiar, mas estava perdida
que quis saber, mas me afundava em ignorâncias
que quis salvar, mas pedia socorro
que amei um amor de morte e de dor

Confesso que feri
com um amor cortante
amor que mutilou
que causou dor

Confesso
me sentencio
me penitencio

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quando um não quer...

"Quando um não quer, dois não brigam", mas também não amam. Tanto o confronto quanto o amor pressupõem a existência e o reconhecimento do outro, com suas deficiências, belezas, complexidades e enganos.

É que amor é encontro e não existe encontro de um só. Os mais românticos diriam que é, sim, possível amar em silêncio, sem que o outro sequer saiba... o tal amor platônico. Mas, fato mesmo é que amor saudável e completo implica em encontros e compartilhamentos, ou seja, implica em comunicação. Sem comunicação, é como diz o velho ditado... a vontade de um só não é suficiente.

Amor só existe quando há um encontro de dois, quando as duas partes envolvidas se colocam à disposição para caminhar lado a lado. Amar, assim como viver, é dinâmica e não estática. Não existe amor parado, sem movimento, sem dança. E amar, assim como comunicar, é troca, é expressão. Não existe amor em silêncio completo, amor sem dizeres, amor sem revelações, amor que precisa adivinhar o que o outro silencia.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Retrospectivas

Dezembro se avizinha, com seus vermelhos, verdes e luzes. Tempo de relembrar, de revisar, de repensar condutas, histórias, demandas... Tempo de memórias e saudades. Tempo com gosto de infâncias e de passados. Tempos de revisitar tempos idos e preparar terrenos para tempos vindouros.


Dezembro é sempre meio melancólico. É hora de constatar que os planos e promessas feitas meses antes não foram concretizados... a dieta... a academia... a dedicação à família e aos amigos... a mudança de emprego... o tempo que deveria ser dedicado a nós mesmos e que insistimos em gastar com bobagens... o estresse que deveria ter sido controlado e só fez crescer desde janeiro...

Para mim, 2012 veio exatamente como eu planejei, ou seja, sem planejamento algum. Prometi, em janeiro, que não me deteria em planos e projetos que nos anos anteriores não consegui cumprir. E assim o fiz. Vivi simplesmente. Não me abstive evidentemente de pensar, decidir e agir, nem por um momento sequer, mas não prometi e nem arquitetei nada. Por isso, 2012 se encerra cercado de surpresas que, em janeiro, eu sequer suspeitava.

Mudanças de endereço, de estado civil, de emprego, de área de atuação profissional... curso novo... pessoas que se foram e tantas outras que chegaram trazendo luzes, cores e sabores diferentes. Comecei o ano casada e termino solteira. Comecei o ano desempregada e sem perspectivas e termino sem emprego fixo, mas com um horizonte de possibilidades. Comecei com problemas com meu filhote e termino sabendo que ele é meu melhor amigo.  Comecei o ano doente, deprimida e medicada e termino curada (sim! recebi alta do psiquiatra e do terapeuta... bando de gente louca!). Comecei o ano pensando em ser professora e termino com sonhos já bem encaminhados de ser advogada, promotora, juíza, desembargadora... ou nada disso... sei lá.

Nesse ano, descobri e redescobri muitas coisas. Redescobri, por exemplo, o poder de sonhar. Redescobri a família e me reconciliei com pessoas que amo muito, mas que estavam distantes. Vi gente muito querida adoecer (e me preocupei) e se curar (e celebrei). Percebi que, quando se tem uma mão para segurar é possível ir mais longe, desde que essa mão queira ir na mesma direção que a gente e que a busca compartilhada é mais gostosa e divertida. Descobri que, às vezes, é preciso deixar quem se ama para que essa gente possa seguir seu caminho e a gente, o nosso. Descobri a força do começo e do recomeço.


Redescobri minha sanidade e minha saúde e descobri uma insuspeita força espiritual. Percebi que não estou sozinha e que tenho muitos protetores e guias me orientando pelo caminho, embora as escolhas sejam sempre minhas, com todas as consequências que elas trazem, e as respostas quase nunca sejam claras. Descobri que sou grande e sou forte (embora não seja filha do norte) e minha maior força vem da capacidade de ajudar e que quando eu seguro a mão de alguém essa pessoa também segura a minha e o poder se multiplica. 

Vivi momentos de dor, de perda e também de uma alegria calma e serena. Vivi o luto de um grande amor que se foi, para nunca mais, o desespero, o desamparo, o destempero da perda... e vivi as alegrias de encontros e reencontros. Chorei até dormir e acordei cheia de uma alegria inexplicável, daquelas que colorem o mundo em volta. Tive momentos de querer desistir e outros de me encantar com a beleza da dança dos desafios e vitórias. Vim, vi, vivi e venci. Principalmente, venci meus próprios medos e minhas próprias angústias. Me libertei das amarras e barreiras que eu mesma me impus.

Não me arrependo de decisões tomadas e não me queixo dos sofrimentos e das dores, embora não me orgulhe totalmente de tudo o que fiz, já que acabei provocando sofrimentos também. Me fortaleci com isso tudo. Aprendi. Cresci. E 2012 deixa, para mim, uma lição importante: sempre há uma lição a se aprender com o que quer que seja. Sempre se pode crescer e melhorar com todos os fatos da vida. Cabe a nós perguntar "o que se deve aprender com isso".


Foi um ano muito rico em todos os sentidos (menos o financeiro,infelizmente!). Um ano marcante, um divisor de águas, o ano em que me apaixonei por mim mesma, mesmo reconhecendo todos os erros, enganos e equívocos.

Que venha o Natal, com suas luzes e festas. Que venha o Reveillon com seu clima de despedida e, principalmente, que venha 2013, com suas promessas e com seu cheirinho de coisa nova. E, prometo não prometer nada para 2013, exceto ser FELIZ!!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Escolhas

A vida é mesmo cheia de altos e baixos, gordos e magros, belos e feios, louros e morenos... Ela é feita de contrastes e paradoxos. E é feita de momentos bons e outros nem tanto. E, especialmente, ela é feita de escolhas. Não só no sentido Cecília Meireles, mas também, e principalmente, no sentido Cora Coralina.



Ou isto ou aquilo


Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
 
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
 
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
 
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
 
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
 
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
 
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
 
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.