Só por hoje eu quero
sua pele na minha
sua boca na minha
seu corpo no meu
Quero seu cheiro
seu calor
seu sussurro
seu suspiro
sua loucura
Hoje eu quero
sua alma enroscada na minha
sua ideia embaralhada na minha
seu coração juntinho do meu
Hoje eu quero
você em mim e só
Só por hoje
E que todos os dias sejam hoje
Meus mundos são vários porque eu sou muitas... tantas que, às vezes, me perco de mim.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Te amei assim...
É... eu te amei sim!
E te amei assim
Tanto que que exagerei
Que quase nem sobrou mais amor
para mim e mais ninguém
Te amei assim
E de tantos jeitos...
De corpo inteiro
Com a alma toda
Com a mente louca
e o coração
Ah! O coração...
Achei que pararia sem você por perto
Ele, que já nem me pertencia
Era seu e só
Inteiro
Inundado de você
Insano
Incompleto sem você
Te amei assim
Amor intruso
que me invadiu inteira
se embrenhou na vida toda
tomou conta de tudo
Até eu não saber mais quem era eu
Até eu perder os limites
Até eu ficar sem sentido
Até eu me perder de mim
Até eu só existir em você
E te amando assim
vivi uma vida toda
uma vida que deixou de ser minha
que virou coisa sua
Foi assim que te amei
Bem assim!
E te amei assim
Tanto que que exagerei
Que quase nem sobrou mais amor
para mim e mais ninguém
Te amei assim
E de tantos jeitos...
De corpo inteiro
Com a alma toda
Com a mente louca
e o coração
Ah! O coração...
Achei que pararia sem você por perto
Ele, que já nem me pertencia
Era seu e só
Inteiro
Inundado de você
Insano
Incompleto sem você
Te amei assim
Amor intruso
que me invadiu inteira
se embrenhou na vida toda
tomou conta de tudo
Até eu não saber mais quem era eu
Até eu perder os limites
Até eu ficar sem sentido
Até eu me perder de mim
Até eu só existir em você
E te amando assim
vivi uma vida toda
uma vida que deixou de ser minha
que virou coisa sua
Foi assim que te amei
Bem assim!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Pequenas vontades
A vontade hoje é de um olhar
Daqueles que me fazem ter certeza
de que eu existo mesmo
Daqueles que me olham toda, ou quase
Daqueles me veem, decifram, ou tentam
A vontade hoje é de um abraço
Daqueles que abraçam o corpo todo
e até um pedacinho da alma
Daqueles que aquecem, que aninham
Sem ferir, sem cortar, sem doer, sem sangrar
A vontade hoje é de conversa
Daquelas que constroem ideias
que enxergam mudanças
Daquelas de presentes e futuros
sem passados e defuntos e velórios
Daquelas que falam e que ouvem
Que fazem brotar sorrisos e risadas, se possível
Conversa boa, de amigo
Sem lâminas, sem cortes, sem censuras
Conversa leve e macia e suave
A vontade hoje é de coisa boa
De coisa bela e simples
A vontade hoje é de viver leve
Daqueles que me fazem ter certeza
de que eu existo mesmo
Daqueles que me olham toda, ou quase
Daqueles me veem, decifram, ou tentam
A vontade hoje é de um abraço
Daqueles que abraçam o corpo todo
e até um pedacinho da alma
Daqueles que aquecem, que aninham
Sem ferir, sem cortar, sem doer, sem sangrar
A vontade hoje é de conversa
Daquelas que constroem ideias
que enxergam mudanças
Daquelas de presentes e futuros
sem passados e defuntos e velórios
Daquelas que falam e que ouvem
Que fazem brotar sorrisos e risadas, se possível
Conversa boa, de amigo
Sem lâminas, sem cortes, sem censuras
Conversa leve e macia e suave
A vontade hoje é de coisa boa
De coisa bela e simples
A vontade hoje é de viver leve
Compartimentos
Num mundo aí, existem dois compartimentos hermeticamente separados: em um cabem as coisas e pessoas boas e no outro, as coisas e pessoas más. Numa determinada situação, duas criaturas, que chamaremos de A e B, entram em conflito e, portanto, não podem conviver num mesmo compartimento.
Acontece que A sempre deve ser posicionada no compartimento das coisas e pessoas boas. Assim, caberia a B ser alocada entre as coisas e pessoas más. Mas, por um decreto qualquer, B não pode ser colocada lado a lado com as coisas e pessoas más. Não que ela não seja má, mas é porque... bem... não tem porque nenhum. Não pode e pronto.
Assim, fica o dilema: o que fazer com B? Ela não pode ficar com A no compartimento das coisas e pessoas boas (pelo menos até que ela pare com o que quer que seja que vem provocando esse conflito e se torne, efetivamente, uma pessoa boa) e nem pode ser colocada no compartimento das coisas e pessoas más.
A solução encontrada... criar para B uma espécie de limbo, uma zona morta em que ela possa pairar, meio sombra, meio translúcida, meio nada; reduzi-la à invisibilidade, à um certo tipo de transparência, a uma meia inexistência até que ela possa se redimir, apagar o conflito com A e voltar a conviver (sob tutela e liberdade vigiada) no compartimento das coisas e pessoas boas. E assim, meio-vive B... nas brumas, numa dimensão esquecida qualquer.
Acontece que A sempre deve ser posicionada no compartimento das coisas e pessoas boas. Assim, caberia a B ser alocada entre as coisas e pessoas más. Mas, por um decreto qualquer, B não pode ser colocada lado a lado com as coisas e pessoas más. Não que ela não seja má, mas é porque... bem... não tem porque nenhum. Não pode e pronto.
Assim, fica o dilema: o que fazer com B? Ela não pode ficar com A no compartimento das coisas e pessoas boas (pelo menos até que ela pare com o que quer que seja que vem provocando esse conflito e se torne, efetivamente, uma pessoa boa) e nem pode ser colocada no compartimento das coisas e pessoas más.
A solução encontrada... criar para B uma espécie de limbo, uma zona morta em que ela possa pairar, meio sombra, meio translúcida, meio nada; reduzi-la à invisibilidade, à um certo tipo de transparência, a uma meia inexistência até que ela possa se redimir, apagar o conflito com A e voltar a conviver (sob tutela e liberdade vigiada) no compartimento das coisas e pessoas boas. E assim, meio-vive B... nas brumas, numa dimensão esquecida qualquer.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Desejos e delícias
Começa num olhar
com um brilho de malícia
Depois, palavras que provocam
E as mãos tocam, quase de surpresa
E aí, é a pele que incendeia
Com um arrepio de delícia
E a língua
molhada de urgência
e o hálito
e a respiração entrecortada
e os suspiros e sussurros
e gemidos de delírio
e o corpo inteiro
entregue, descontrolado
e dois que viram um
e se completam, se entretecem
e se despojam de não-podes e não-deves
e se abandonam no ritmo
de te-amos e te-queros
e se perdem emaranhados
em febris paraísos
E depois são as lembranças
as saudades, os anseios
e as memórias insistentes
e os pensamentos desgovernados
que despertam o corpo
com arrepios e tremores
e se revelam em sorrisos meio bobos
e suspiros incontidos
e denunciam os pecados inconfessos
pelos quais vale a pena se perder
com um brilho de malícia
Depois, palavras que provocam
E as mãos tocam, quase de surpresa
E aí, é a pele que incendeia
Com um arrepio de delícia
E a língua
molhada de urgência
e o hálito
e a respiração entrecortada
e os suspiros e sussurros
e gemidos de delírio
e o corpo inteiro
entregue, descontrolado
e dois que viram um
e se completam, se entretecem
e se despojam de não-podes e não-deves
e se abandonam no ritmo
de te-amos e te-queros
e se perdem emaranhados
em febris paraísos
E depois são as lembranças
as saudades, os anseios
e as memórias insistentes
e os pensamentos desgovernados
que despertam o corpo
com arrepios e tremores
e se revelam em sorrisos meio bobos
e suspiros incontidos
e denunciam os pecados inconfessos
pelos quais vale a pena se perder
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Inverno de corpo e alma
É um frio que vara a pele
corta a carne
trinca os ossos
e chega à alma
É um frio que vai no fundo
que fere, dilacera e aflige
Um frio de angústia
de saudade e de desejo
Não é frio para agasalho
cobertor e aconchego
É frio que pede fogo, corpo e pele
Frio que pede boca e língua
Que tem febre de loucura
Que tem sede de saliva
Que tem fome de você
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Helena e eu
Não. Não estou com saudade dela. Mas, acordei pensando nela hoje. Aliás, ela tem estado presente nos meus pensamentos nos últimos tempos. Na verdade, acho que ela nunca saiu dos meus pensamentos, mesmo já tendo ido embora da minha vida há quase 20 anos. Só que hoje é diferente. Acordei imaginando em como seria encontrá-la depois de tanto tempo. Eu, um cadim nais adulta, um tico mais madura. E ela, quem sabe, curada de suas dores e rancores.
Não queria a mãe, queria a mulher. Queria conversar, sem perdões, sem senãos, sem sermões. Talvez me visse nela, talvez me visse através dela, talvez simplesmente a visse, ela e só ela. Talvez uma conversa, quem sabe um abraço, uma torrente de lágrimas ou só um sorriso.
Não, não é saudade. Não gostaria de vê-la como ela era, sofrida, doída, amarga. Queria vê-la bem, inteira, completa, madura, feliz, se possível. Queria aprender com ela e, quem sabe, ensinar algumas coisas. Mostrar meu mundo, meus mundos. Me mostrar. Se ela iria gostar do que veria, não sei. E também queria ver, conhecer, entender.
Não, eu não quero minha mãe. Não quero a Donelena de 20 anos atrás. Queria conhecer a mulher, parceira de tantas características compartilhadas sem saber. Hoje eu queria ela, a Helena.
Não queria a mãe, queria a mulher. Queria conversar, sem perdões, sem senãos, sem sermões. Talvez me visse nela, talvez me visse através dela, talvez simplesmente a visse, ela e só ela. Talvez uma conversa, quem sabe um abraço, uma torrente de lágrimas ou só um sorriso.
Não, não é saudade. Não gostaria de vê-la como ela era, sofrida, doída, amarga. Queria vê-la bem, inteira, completa, madura, feliz, se possível. Queria aprender com ela e, quem sabe, ensinar algumas coisas. Mostrar meu mundo, meus mundos. Me mostrar. Se ela iria gostar do que veria, não sei. E também queria ver, conhecer, entender.
Não, eu não quero minha mãe. Não quero a Donelena de 20 anos atrás. Queria conhecer a mulher, parceira de tantas características compartilhadas sem saber. Hoje eu queria ela, a Helena.
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